terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu só sei escrever de dentro pra fora...não tenho pretensão em fazer rimas, versos simétricos e nem ao menos com a aplicação impecável da gramática.
Escrevo para externizar as múltiplas facetas dessa alma agitada que carrego comigo.
Escrevo para permitir que se derrame esse amor infinito que transborda dentro de mim.
Escrevo para aliviar dores e exorcizar fantasmas.
Escrevo para eternizar minhas idéias e emoções a fim de que elas continuem vivendo, mesmo quando as situações já tenham passado, os sentimentos enterrados.
Escrevo para libertar todas as palavras acorrentadas que ecoam em minhas entranhas.
Escrevo para organizar minhas confusões internas, suavizar meus traços bruscos e para declarar de maneira mais fluente aquilo que eu não saberia dizer.
Escrevo pois essa é minha terapia mais eficaz, é o hobby que maior prazer me dá, é o refúgio onde gosto de me esconder quando o mundo me cansa.
Escrevo para procurar algum sentido em meio às minhas tortas linhas.
E seria hipócrita se dissesse que ao publicar um texto não tenho pretensão nenhuma em agradar a quem lê. Apesar das razões aqui relatadas estarem totalmente à frente da busca por aplausos, não posso negar que a satisfação é muito mais plena quando minhas palavras de alguma forma, conseguem tocar o coração de alguém.

quinta-feira, 17 de junho de 2010


Recria tua vida, sempre sempre.
Remove pedras, planta roseiras e faz doces.
Recomeça.

[Cora Coralina]

terça-feira, 15 de junho de 2010

Para um Homem com o Sol no sorriso

...



Eu preciso te dizer obrigada, por você simplesmente fazer com que eu me sinta como o guerreiro que depois de tantas batalhas encontra seu merecido descanso.
Longe da agitação das avenidas e labirintos que tantas vezes me vi perdida.
Longe daquela falta de sentir e dos fantasmas que resistiam às minhas tantas tentativas de exorcizão.
Como se alguém finalmente me retirasse da corda bamba e me permistisse andar de novo em linha reta por estradas seguras.
Porque é delicioso viver impulsiva e arriscadamente, mas a longo prazo a lucidez e a segurança começam a pedir espaço.
E tudo o que eu mais queria era alguém que trouxesse de volta leveza para os meus dias.
Algúem com a alma branca e o sol no sorriso.
Assim... exatamente assim, como você.

domingo, 13 de junho de 2010

Pistas



Em vez de tropeçar nas pedras, você bem que poderia entender que elas são pistas.

Deixadas sobre o chão.








O
caminho até aqui.

sábado, 12 de junho de 2010

do meu sorriso que hoje é só teu.

Sobre a mesa de centro em madeira escura eu servia nosso chá naquela madrugada fria de Porto Alegre. Um tapete grande de algodão na cor marfim iluminava o chão sob nossos pés. Uma música que por mil anos não vou esquecer tocava baixo, vinda lá do quarto. Ele sentado na minha frente traduzia a forma mais espontânea de um sentimento tão bom por mim que me tirava o ar. A fumaça que subia das xícaras quentes se fazia bonita no ar da sala, iluminada apenas pela luz do abajur. Isso dava um ar de antigo ao olhar dele, tão intenso. Pensei que todo aquele cenário compunha uma bela foto. Porém, não havia imagem alguma que tivesse chance de tentar traduzir tudo que estava em cada átomo daquela sala, naquele segundo. Naquela noite. Naquela nossa eternidade com hora marcada pra acabar. Mas naqueles olhares não se tratava de passado ou futuro. Era presente na mais pura tradução da palavra. Em meio ás minhas orações de agradecimento por tudo aquilo ele interrompeu o silêncio entre nós e começou a falar um texto antigo, que falava de paixões, de destinos e de lugares distantes. Me olhando nos olhos, se levantou com olhar fixo nos meus. Dançou comigo pela sala enquanto cada palavra ganhava sua entonação num ritmo de amor inventado naquele minuto. E quando a música imaginária acabou e ele se curvou na minha frente em forma de agradecimento eu tinha o sorriso mais feliz da minha vida no quadro moldado que era meu rosto. E se o relógio quisesse parar, teria que ser exatamente nessa hora, quando ele me abraçou, olhou na minha alma, dizendo que nunca mais ia me deixar ir embora da vida dele, do coração dele , do lado dele. Nunca mais.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

'O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente'




Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar



O anjo mais velho [O Teatro Mágico]



Definitivamente, essa é uma das músicas que mais gosto do TM... Letra e música. Tudo perfeito!

fica o link aqui pra quem quer conferir o vídeo da música!


Bjo bjo Bjo